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Hardcore, no contexto punk, refere-se à cena musical/cultural surgida internacionalmente através da "segunda onda" do punk, no começo da década de 1980, e mais comumente à um estilo de punk rock caracterizado inicialmente por tempos extremamente acelerados, canções curtas, letras baseadas no protesto político e social, revolta e frustrações individuais, cantadas de forma agressiva.
AMÉRICA DO NORTE
No final dos anos 70 (pode-se usar 1978 como ano-zero), uma série de bandas, em particular nas cidades costeiras do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, em geral adolescentes suburbanos, formaram uma cena punk mais extrema (tanto no aspecto musical como comportamental) comparada às variações de sucesso de outras regiões do país e do resto do mundo. Hardcore significa literalmente "núcleo duro, mas o significado mais adequado em português seria "casca-grossa".
A palavra já era usada para designar militantes agressivos, criminosos ou qualquer versão mais extrema ou exagerada de algo e foi adotada por punks como sinônimo de originalidade e radicalismo, tanto em oposição à sonoridade mais lenta e fiel ao Rock and Roll tradicional dos medalhões do punk rock como Sex Pistols, quanto à versão comercial e açucarada do gênero, conhecida como New Wave, que começava a triunfar nas FMs.
Algumas das bandas pioneiras desta cena hardcore inicial da Califórnia, entre 1978 e 1980 foram foram os Germs, Black Flag, Middle Class, The Adolescents, Vicious Circle (que gerou o TSOL) no sul do Estado e, em São Francisco, os Dead Kennedys. Paralelamente, os Bad Brains e os Teen Idles desenvolviam um estilo semelhante do outro lado do país, em Washington D.C.
Qual foi o primeiro disco do gênero é um ponto polêmico, mas dois discos que combinam pioneirismo com uma postura hardcore definida foram os EPs "Out of Vogue" da banda Middle Class (na altura o disco de rock mais veloz de todos os tempos) e "Nervous Breakdown", do Black Flag (menos rápido, mas igualmente agressivo), lançados em 1978. Neste mesmo ano saiu também o EP "Lexicon Devil", dos Germs, que, acelerando o andamento em relação ao primeiro single da banda, serviu como ponte entre a primeira geração do punk de Los Angeles e o Hardcore propriamente dito. O álbum da banda, "GI", sairia no ano seguinte e conteria ainda mais traços do que passaria a se chamar de Hardcore.
Enquanto isso, em Vancouver, no Canadá, bandas como D.O.A. e Subhumans desenvolviam algo semelhante, musical e ideologicamente. O D.O.A. foi um dos responsáveis pela propagação do termo, com seu disco "Hardcore '81".
Originalmente, as músicas punk mais velozes e agressivas eram denominadas genericamente thrash (literalmente surrar, espancar) o que inspirou anos depois a criação do termo Thrash Metal para designar bandas de Heavy Metal com influências e velocidade Hardcore . Com a fama underground de bandas da cena hardcore de inclinação à extrema velocidade, como Bad Brains, Circle Jerks, Dead Kennedys e Minor Threat, a palavra se tornou definitivamente um sinônimo para um estilo novo de punk rock. Este estilo se consolida nos primeiros anos da década de 1980 caracterizado por músicas que geralmente não chegam à 1 minuto de duração, com ritmos 2 por 2, velocidade extremamente acelerada, vozes gritadas, negação da estrutura verso-coro-verso, e guitarras exageradamente distorcidas.
BRASIL
Ao contrário da Europa e EUA, o Brasil não vivenciou uma explosão punk/new wave nos anos 70. Isso só foi ocorrer no início da década seguinte, já sob a influência do Hardcore. Inclusive, os Restos de Nada, a primeira banda punk do país, formada na Zona Norte de São Paulo no final de 1977, já apresentavam no final dos anos 70 uma sonoridade mais áspera e veloz do que a do típico "punk 77", como demonstram algumas das raros registros da época.
Portanto, pode-se dizer que o Hardcore, de uma forma ou de outra foi quase desde o princípio a tendência dominante no punk brasileiro. O primeiro lançamento punk do país, a coletânea "Grito Suburbano", lançada no início de 1982 traz as bandas Olho Seco, Inocentes e Cólera apresentando cada uma 4 músicas rápidas e agressivas que não devem nada aos equivalentes no hemisfério norte. No entanto, o termo "hardcore" ainda era pouco usado e diz a lenda que a primeira banda a adotar o rótulo foi o Ratos de Porão, a partir de 1983.
De acordo com testemunhas da época, tudo começou por aqui em 1981, quando a loja Punk Rock Discos do vocalista do Olho Seco, Fábio Sampaio, começou a receber discos como "Why?" do Discharge e "Group Sex" dos Circle Jerks. De início, alguns punks mais conservadores torceram o nariz, mas este novo som cabia como uma luva na realidade urbana de São Paulo e em poucos meses tomou a cena de assalto. Após estes primeiros contatos, começou a chegar mais material, como os lançamentos da Dischord (Minor Threat, Teen Idles, etc...) e bandas suecas e finlandesas. Pode-se dizer que por volta de 1985 a influência do hardcore americano, bastante presente no início da década, havia praticamente sumido (com excessão de bandas como o Grinders) e a sonoridade Britânico-Escandinava dominara a cena.
Por volta de 1983 começaram em São Paulo uma divisão entre a facção mais decidida e assumidamente Hardcore e os adeptos do punk rock dos anos 70, que continuavam se definindo apenas como punks. Algumas bandas que aderiram ao setor "hardcore" na altura foram Ratos de Porão, Olho Seco, Inocentes (brevemente, pois a banda logo acabaria, para voltar pouco depois com formação e som totalmente diferentes), Psykoze e pouco depois, alguns novos nomes como SP Caos, Ruidos Absurdos, Lobotomia e Armagedom, além dos Skate Punks do Grinders, inspirados pelo hardcore californiano. No Rio de Janeiro surgiam nomes como Desordeiros e Auschwitz e em Brasília B.S.B.H. e A.R.D. Esta nova turma "hardcore" se diferenciava da geração anterior (além do gosto musical) pelo visual mais carregado inspirado nas bandas inglesas e escandinavas, menor apego ao ganguismo e violência e, entre as bandas, pela temática freqüentemente abordando a guerra nuclear e temas mais "geopolíticos", por assim dizer.
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Por: Rafael Feitosa, Milene e Gisele
Jornal Estilo: 30/10/2006
Edição 7.
Emo (abreviação do inglês emotional hardcore) é um gênero de música. O termo foi originalmente dado às bandas do cenário punk de Washington, DC que compunham num lirismo mais emotivo que o normal.
Existem várias lendas que tentam explicar a origem do termo "emo", como a que um fã teria gritado "You´re emo!" (Você é emo!) para uma banda (os mitos variam bastante quanto a banda em questão, sendo provavelmente o Embrace ou o Rites of Spring).
No entanto, a realidade é que o nome foi criado por publicações alternativas como o fanzine Maximum RocknRoll e a revista de skate Thrasher para descrever a nova geração de bandas de "hardcore emocional" que aparecia no meio dos anos 80, encabeçada por bandas da gravadora Dischord de Washington DC, como as já citadas Embrace e Rites of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party.
Nesta época, outras bandas já estabelecidas de hardcore, como 7 Seconds, Government Issue e Scream também aderiram à esta onda inicial do chamado "emocore", diminuindo o andamento, escrevendo letras mais introspectivas e acrescentando influências do rock alternativo de então.
É importante lembrar que nenhuma destas bandas jamais aceitou ou se auto-definiu através deste rótulo. A palavra "Emo" era vista como uma piada ou algo pejorativo e artificial.
O gênero (ou pelo menos o clássico estilo de Washington, o DC sound) primeiramente explorado por bandas como Faith, Rites of Spring e Embrace tem suas raízes no punk rock.
O próximo passo na evolução do gênero veio em 1982 e durou até 1993 com as bandas Indian Summer, Moss Icon, Policy of Three, Still Life e Navio Forge. A dinâmica calmo/gritado (“quiet/loud”) freqüentemente ouvido em bandas recentes tais como Seatia e Thursday tiveram suas raízes nestas bandas. No que diz respeito a voz, essas bandas intensificaram o estilo emocore. Muitas delas sempre fizeram uso de berros e gritos durante a apresentação, e motivo para muitos fãs de hardcore depreciarem os fãs de emo como "molengas"¹ ("wimps", "weaklings").
Assim como foi infundida uma nova intensidade para o emocore, o emotional hardcore levou essa intensidade a um nível extremo. A cena teve início entre 1991 e 1992 com as bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow que tocavam um estilo caótico, com vocais abrasivos e passionais².
Após a supervalorização inicial da intensidade e da sonoridade caótica, o emotional hardcore sofreu um processo de "desacelaração". As bandas Sunny Day Real Estate e Mineral basearam seu estilo do Rites of Spring, outra banda do gênero emo.
Hoje em dia o termo "emo" continua ambíguo. Com o sucesso de bandas como Good Charlotte e My Chemical Romance, a "corrente principal" ficou interessada no gênero rotulando bandas de indie-rock como "emo". O rótulo começou a agregar muitas bandas guitar que emergiam do cenário underground e bandas como Thursday e Taking Back Sunday começaram a ter o mesmo status que Dashboard Confessional e The New Amsterdams. Lembrando que o estilo "emo" é uma mania inventada por estilos de pessoas, que podemos chamar de "rotulação".
Nota-se uma nova tendência emo em abandonar o punk distorcido em favor de calmos violões. Na cultura alternativa diz-se que alguém é ou está emo quando demonstra muita sensibilidade.
No Brasil, o gênero se estabeleceu sob forte influência norte-americana em meados de 2003, na cidade de São Paulo mais precisamente, espalhando-se para outras capitais do Sul e do Sudeste. Mas o modo de vestir, comportamento e atitude não agradam a sociedade brasileira, que repudia os atos dos ditos Emos, estes que sofrem com atos de violência e homofobia.
Electro é um estilo de música eletrônica, que surgiu por volta de 1983 da ressaca do Punk Rock tem bastante influência nos timbres típicos dos sintetizadores analógicos que foram populares nessa década. Muitas vezes, por estes sons, lembramos de melodias de vídeo games como o Atari. No final dos anos 90, começo dos anos 2000, o electro foi resgatado com o Electroclash (nome original de um festival organizado pelo Dj Lary Tee) e produtores como Miss Kittin, Fischerspooner, Tiga, Felix da Housecat, Dj Hell, Peaches, Ladytron, dentre outros. O selo alemão Gigolo Records (Miss Kittin, Vitalic, David Carretta, Digitaria, DJ Hell, Tiga, G. Rizo) foi um dos maiores responsáveis pela popularização do electro nos anos 2000, através de sua estética recheada de glamour, sexo, futurismo e decadencia.
A Febre terminou em meados de 2004 com o enfraquecimento do Electroclash e ascensão do Electro house e produtores como Blackstrobe, Oliver Hunterman, Alter Ego e Tiefshwarz. Dentre as sua subvertentes do Electro temos: Electrocash, Electro house, Electro Tech, Electro Punk, Electro Funk e Electrogoth.
Escolhemos o electro por que e um ritimo bem dançante, e que o aluno Rafael gosta bastante.
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Por: Rafael Feitosa, Milene e Gisele
Jornal Estilo: 17/10/2006
Edição 5.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Electro
O Funk é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo e Melvin Parker.
O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pela densa linha de baixo, pelo ritmo das guitarras, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante, e a forte influência do jazz (como exemplos, as músicas de Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris e outros).
Origem do funk
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Posteriormente passaram a denominar assim aquelas com um ritmo mais intenso, agitado, por causa da associação da palavra "funk" com as relações sexuais (a palavra funk também era relacionada ao odor do corpo durante as relações sexuais). Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançantes. Funky era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a "apimentar" mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!" (algo como "coloque mais 'funk' nisso!"). Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia.
Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até o fim dos anos 50 e início dos 60, quando "funk" e "funky" eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas.
A essência da expressão musical negra norte-americana tem suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues. Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e suas variantes tendem a fundir-se. O funk se torna assim um amálgama do soul, do jazz e do R&B.
Escolhemos o FUNK não pelo nossos gostos, mas sim por ser uma música bem popular no Brasil e sendo que varias pessoas curtem esse tipo de música.
Tati Quebra Barraco a cantora de Funk mas conhecida do Brasil.
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Por: Rafael Feitosa, Milene e Gisele
Jornal Estilo: 14/10/2006
Edição 4.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/funk
O Punk rock é um movimento musical que surgiu com força na Inglaterra em meados de 1976, e em 1974 nos Estados Unidos (embora seus precursores possam ser encontrados no fim dos anos 60). Como o nome sugere, o estilo deriva da cultura punk. Basicamente, as primeiras bandas de punk rock foram bandas inglesas e americanas como: The Damned, Ramones(a principal responsável pelo sucesso do estilo), Sex Pistols , The Clash e Dead Boys.
O termo também é usado para descrever subseqüentes cenários musicais que dividiam algumas das características principais dessa primeira geração punk. O termo também é aplicado à moda ou à atitude "faça por você mesmo".
Nos anos 90, o Punk Rock voltou à cena mainstream, com a banda Green Day lançando o disco Dookie, que misturando simplicidade técnica, melodias facilmente absorvível e letras adolescentes, conquistaram toda uma geração e foi a responsável direta pelo surgimento de quase tudo que hoje em dia é considerado como punk rock, com bandas como Green Day e Allister, entre outras. Porém, esse segundo levante do estilo foi desconsiderado por muitos fãs puritanos, que acreditam que essas bandas denegriam o nome do estilo.
Escolhemos o punk rock por que a Milene gosta de uma banda pop do punk rock o Green Day.
A banda Sex Pistols
A banda Green Day _________________________
Por: Rafael Feitosa, Milene e Gisele
Jornal Estilo: 02/10/2006
Edição 3.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Punk_rock